Não é porque o Hospital Estadual de Pirenópolis Ernestina Lopes Jaime (HEELJ) conquistou a Acreditação ONA 1 em segurança do paciente que a administração da Unidade não mantém as equipes em constante treinamento. Prova disso foram os treinamentos realizados na última terça-feira, 9 de janeiro, com foco em quatro protocolos importantes: Ato Transfusional; Jejum; SEPSE e Uso Racional de Anti-Microbiano (antibióticos).

A capacitação ocorreu durante todo o dia e envolveu os profissionais de enfermagem; médicos; colaboradores dos laboratórios; equipe multidisciplinar; com fisioterapeuta e nutrição; e a farmácia.

Protocolo de SEPSE

O palestrante convidado foi o Dr. Plinio Torres, infectologista do HEELJ e especialista em prevenção à infecção hospitalar. Segundo ele, esse tipo de treinamento é necessário para informar às equipes sobre as possíveis mudanças nos protocolos e documentos.

No treinamento sobre SEPSE, o primeiro do dia, foi feita uma orientação para poder institucionalizar uma forma correta do passo a passo para o preenchimento e logística sobre o assunto. SEPSE é uma complicação potencialmente fatal de uma infecção. Ela ocorre quando a corrente sanguínea do paciente fica carregada de bactérias.

Amanda Curado, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, explicou que esse tipo de protocolo tem que ser revisado anualmente ou a cada dois anos, de acordo com a necessidade. “No setor como um todo, temos os documentos institucionais (DI), que são os manuais, e também os protocolos do setor, o regimento interno”, disse.

De acordo com ela, o SEPSE vai desde a porta de entrada na Unidade até o acolhimento e a classificação de risco. “Conforme o paciente vai apresentando sinais, os chamados critérios de SIRS, é aberto o protocolo de SEPSE. O enfermeiro informa ao médico, este direciona os próximos passos. Todos da equipe estão cientes da mesma logística. Equipes assistenciais, enfermagem, laboratório, médicos e, dependendo do caso, fisioterapeutas, nutricionistas, toda a equipe é acionada”, esclarece a coordenadora.

Colaboradores são os multiplicadores

O protocolo para Uso Racional de Anti-Microbiano (ou seja, os antibióticos utilizados no Hospital); é fundamental também para o controle de infecções. “O tratamento com esse medicamento, na forma profilática ou no tratamento terapêutico, vai depender do diagnóstico do paciente e todos precisam estar cientes disso”, afirmou Amanda.

Ao final do treinamento, todo o conteúdo foi revisto. A equipe definiu, em conjunto, o que seria de ação tratativa e imediata. Ficou estabelecido que os colaboradores presentes terão como responsabilidade levar as informações para o restante das equipes assistenciais. “Semanalmente vamos acompanhar, junto com farmácia e laboratório, para ver a efetivação dessa atividade que tem que ser imediata”, finalizou.

 

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