A saúde é um tema que está presente em nossas vidas o tempo todo, independentemente do que fizermos ou quais ações tomamos ao longo do dia, é sempre importante estarmos atentos a possíveis doenças.

Quanto a saúde das mulheres, apesar de todos os esforços e de serem mais cautelosas para evitar doenças ginecológicas, a falta de informação faz com que elas acabem ignorando alguns sinais estranhos ou dores no corpo. Muitas vezes até se automedicam ao invés de procurarem ajuda médica.

Neste Mês da Mulher, o principal alerta do Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime (HEELJ) é que mulheres façam uma visita ao ginecologista a cada seis meses ou, pelo menos, anualmente.

Principais doenças ginecológicas

O corpo feminino necessita de alguns cuidados especiais, uma vez que ele é cheio de singularidades. É a mulher que engravida e carrega outra vida dentro de si. Por isso, ela possui um sistema reprodutor mais complexo e tem características particulares ligadas a menstruação. Isso faz com que as mulheres precisem de cuidados especiais com seu corpo.

1. Vulvovaginite

Apesar de não ser muito conhecida, é um problema comum entre as mulheres. A vulvovaginite é uma inflamação da vulva e da vagina que pode ser causada por uma infecção por vírus, fungos ou bactérias. É uma doença que pode surgir em mulheres de todas as idades e é causada por desequilíbrio da flora vaginal, falta de higiene vaginal, alergias ou alterações hormonais.
Para o tratamento dessa doença ginecológica podem ser utilizados antibióticos, antifúngicos, corticoides, estrogênio e é necessário ter uma boa higiene local.

Sintomas

• Corrimentos líquidos ou grumosos;
• Odor fétido;
• Prurido;
• Hiperemia (vermelhidão);
• Irritação;
• Dor durante a relação sexual;
• Ocasionalmente, presença de lesões externas e internas como bolhas, úlceras e verrugas.

2. Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

A Síndrome do Ovário Policístico é um distúrbio hormonal e a mulher pode desenvolver cistos no ovário. Comum nas mulheres em idade reprodutiva, quem tem essa síndrome costuma ter o ciclo menstrual irregular e ter dificuldade para engravidar. O SOP também pode causar diabetes por conta a resistência à insulina.
Tratamento

Não há uma forma de prevenção para a SOP. Apesar de não poder ser evitada, seu tratamento é feito na gestão dos sintomas e complicações, como acnes, obesidade e infertilidade. Consulte um médico para que ele possa prescrever medicamentos para seu caso e é indispensável realizar exames periodicamente.

3. Endometriose

Frequente em mulheres em idade reprodutiva, a endometriose é uma doença ginecológica causada quando a mucosa que reveste a parte interna do útero cresce em outras regiões do corpo. A doença está ligada a infertilidade, pois afeta diretamente as trompas uterinas e os ovários. O tratamento pode ser feito com o uso de anticoncepcionais e cirurgias para a retirada das lesões.
Não se sabe a causa exata da endometriose, mas acredita-se que esteja ligada a causas genéticas e baixa imunidade. Fatores psicológicos como stress, ansiedade e nervoso podem agravar ainda mais a situação.

Sintomas

• Cólica menstrual;
• Dor pélvica crônica;
• Dor na relação sexual;
• Sangramento ou dor ao urinar;
• Constipação intestinal.

4. Mioma uterino

É um tumor benigno do músculo liso do útero. Geralmente, acomete a mulheres de 30 a 50 anos. Não costuma apresentar sintomas, mas pode apresentar crescimento excessivo causando hemorragias com coágulos, períodos menstruais dolorosos e cólicas intensas, dor na relação sexual e infertilidade.
Tratamento

Por serem pequenos miomas e assintomáticos, essa é uma doença que não precisa de tratamento, somente a observação por meio de exames de rotina. Se tratado logo no início é possível controlar ou até reduzir o tamanho dos miomas através de medicamentos como anticoncepcional.

No caso de miomas maiores, se não for possível tratar por meio de medicamentos é necessário realizar um procedimento cirúrgico para retirá-lo.

5. Candidíase

A candidíase vaginal é uma infecção causada pelo fungo cândida. Cerca de 75% das mulheres tem a doença, pois normalmente os fungos estão presentes na flora da região íntima da mulher. É mais frequente em grávidas e mulheres com o sistema imune enfraquecido. Suas principais causas incluem o uso excessivo de antibióticos ou corticoides, a diabetes ou os maus hábitos de higiene, porque facilitam o crescimento de fungos.

Dentre os principais sintomas estão corrimento vaginal esbranquiçado, coceira, ardência ao urinar e dor durante relações sexuais.

Prevenção

Por ser uma doença que tem relação com a baixa imunidade, é bom sempre estar atenta ao tomar medicamentos como antibióticos, na troca de anticoncepcional e até mesmo com a higiene e hábitos alimentares. Evitar o uso constante de absorventes internos e roupas muito apertadas também ajuda na prevenção da candidíase.

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